Guia Rebirth | As HQs que valem a leitura no Renascimento da DC

As HQs da reformulação Rebirth da DC Comics estão chegando ao Brasil pela Panini Comics, neste mês. Nos EUA, essas séries com numeração zerada completam um ano em maio e têm se provado um sucesso seja quando continuam o que já estava estabelecido nos Novos 52, seja quando reorganizam o status quo dos super-heróis da casa. Na galeria abaixo, trazemos a nossa primeira parte do especial que serve de guia para quem vai começar a ler as histórias do Renascimento.

Liga da Justiça: 
Mais ou menos na mesma toada do que Bryan Hitch vinha fazendo na série dos Novos 52, a nova série da Liga de Hitch tem ameaças de nível planetário. Na equipe, Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Aquaman, Flash, Ciborgue e os dois Lanternas Verdes da Terra. O primeiro arco, "A Máquina da Extinção", trata de uma corrida da equipe para impedir a aparente autodestruição da Terra, e os seguintes trouxeram a volta de vilões das antigas e viagens no tempo. Cada arco teoricamente tem um desenhista; Tony Daniel, Neil Edwards e Fernando Pasarin assumiram os primeiros.

Batgirl:
A HQ com Hope Larson no roteiro fica mais sarcástica e ligeira - com direito a vigilantismo contra gentrificação e até aventura em escape room - e acompanhar os dois primeiros arcos é bem legal pra ter dois exemplos bem opostos de arte: o traço cru e expressivo com fundos mínimos de Rafael Albuquerque e o estilo de detalhes e fisionomias ricas e bem marcadas de Christian Wildgoose. À primeira vista o arco do filho do Pinguim parece uma invenção caça-níquel mas é o momento em que Larson consegue dar vazão a temas interessantes como educação e responsabilidade. Tem espírito de HQ indie.

The Flash:
A cronologia já tinha sido afetada em Ponto de Ignição. Em Rebirth a coisa complicou: Wally West, ex-Kid Flash e ex-Flash, que nem tinha dado as caras nos Novos 52, está de volta e traz pistas sobre o ser superpoderoso que recomeçou o Universo DC. Mas temos OUTRO Wally West: o garoto negro igual ao do seriado de TV, que assume a identidade de Flash e combate o crime ao lado de Barry Allen. A HQ traz supercrimes em Central City, Galeria de Vilões e, atualmente, Flash e Batman investigando Watchmen. Para facilitar a vida do leitor, o Wally West original foi exportado para os Novos Titãs.

Hal Jordan and the Green Lantern Corps:
A cronologia dos Lanternas Verdes não sofreu reformulação - assim como tinha ficado intacta na transição para os Novos 52. O que aconteceu antes segue valendo: Oa não existe mais e a Tropa dos Lanternas Verdes acabou. Hal Jordan toma para si a tarefa de reformar a Tropa e enfrentar a ameaça premente: Sinestro e sua Tropa de Lanternas Amarelos, que comandam um planeta inteiro. Tudo isso acontece no espaço sideral, enquanto a série Green Lanterns fica com a Terra. Hal Jordan tem roteiros de Robert Venditti e a arte das edições alterna entre Rafa Sandoval e Ethan Van Sciver.

Green Lanterns:
O segundo título Lanterna se passa na Terra e o "s" no título serve para identificar os dois responsáveis pela proteção do setor 2814: Simon Baz e Jessica Cruz, duas figuras que estrearam nos Novos 52. Com a duplinha, a série tem um leve tom policial, embora as ameaças que eles enfrentem sejam coisas como Lanternas Vermelhos e outras figuras superpoderosas. Sam Humphries é o roteirista, acompanhado por um desfile de desenhistas brasileiros: Robson Rocha, Eduardo Pansica, Ed Benes, Ronan Cliquet e outros.

Mulher Maravilha:
Mulher-Maravilha se divide, alternadamente, em edições passadas no presente e no passado, para recontar a chegada da amazona ao mundo dos homens. Essas edições de Ano Um, pensadas para reorganizar a mitologia, são deslumbrantes e os desenhos de Nicola Scott primeiro traçam uma Temíscira cheia de detalhes, enquanto o roteirista Greg Rucka imagina uma Mulher-Maravilha juvenil e inocente, escolhida a deixar o Paraíso, e não uma personagem pronta para desafios. Como jornada de aprendizado é bem interessante, e a edição com o atentado terrorista sintetiza o que a DC quis fazer com todo o Rebirth.

Batman: 
Nas mãos de Tom King, que recebeu a série sucesso de crítica e vendas de Scott Snyder, Batman tem um forte senso de continuidade, e os desenhos de David Finch lembram os de Greg Capullo às vezes, enquanto King tem o mesmo impulso pelo literário de Snyder, com uma narrativa movida pelos recordatórios, como comentários do desenho. Ao mesmo tempo, é uma HQ arrojada na introdução de novos personagens e de estabelecimento de um grande evento, a entrada de Bane. Não é por acaso que é a HQ de linha mais vendida dos EUA.

Fonte: Omelete
24/04/2017 - 19:31 - ÉRICO ASSIS E MARCELO HESSEL

 

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